História do Copel+

O Copel+ surgiu do projeto de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) Aprendizagem Organizacional em Ecossistemas de Inovação Aberta, da Companhia Paranaense de Energia, Copel, e da Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-PR), vinculado ao Sistema Fiep.

Baseado na abordagem de inovação aberta, o Copel+ começou no final de 2017, atraindo startups já consolidadas no mercado. Por meio de uma chamada pública, elas foram chamadas para dentro da empresa, trabalhando no desenvolvimento de soluções que estão sendo implementadas na Copel para, posteriormente, serem levadas para o mercado.

Os Projetos

As startups se instalaram no pólo operacional da Copel no bairro Mossunguê, em Curitiba, onde contaram com a mentoria de profissionais experientes da empresa. Uma das soluções trazidas foi o robô da empresa Talk All, um chat para atendimento automático de clientes, inclusive nas redes sociais.

Outro projeto selecionado foi o Dunning, da Proativa Desenvolvimento de Sistemas, composto por um sistema de cobrança inteligente e automatizado para controle da inadimplência. Já a startup Radek trouxe à Copel uma tecnologia de medição de consumo em áreas rurais, por meio de radiofrequência. A solução permite comunicação em longas distâncias com consumo mínimo de energia.

A quarta solução selecionada foi uma tecnologia para serviços de inspeção e monitoramento de linhas de transmissão por meio de drones, desenvolvida pela Aerometrics Tecnologia. E teve ainda a Pipefy, que trouxe à Copel o software que leva o nome da startup e que faz gestão e automação de processos e workflows baseados na nuvem, otimizando o cumprimento de prazos e reduzindo custos envolvidos nos processos de compras e contratações. A startup foi premiada como a Mais Inovadora da América Latina pelo Latam Founders e já atende a diversas grandes empresas.

Nova Fase

Agora, nesta segunda etapa do Copel+, o foco é desenvolver startups a partir de ideias embrionárias, com foco nos estudantes universitários.

Vamos criar as melhores iniciativas para os desafios do setor elétrico e inovar juntos nesse mercado promissor, provendo formação a estudantes que desejam empreender, com estrutura para prototipagem de ideias e inserção de mercado – ou seja, aceleração para as startups que já possuem seu MVP (mínimo produto viável).

A PUCPR e o Sistema Fiep entraram em campo para somar ao programa laboratórios e infraestrutura necessários para dar vida às ideias que vão surgir, assim como uma metodologia de educação empreendedora, para que os participantes tenham teoria e prática alinhados no desenvolvimento de seus projetos.

Se para os estudantes o programa significa aprender e empreender, para a Copel é uma mudança na cultura empresarial, já que a inovação aberta traz a possibilidade de intercâmbio de conhecimento, desenvolvimento de novas habilidades de trabalho e mudança de mentalidade em relação ao mercado.

Por isso, ao longo do processo de desenvolvimento do Copel+, uma série de iniciativas tem tomado corpo. Oficinas de cocriação, baseadas na metodologia de design thinking, estão sendo aplicadas pelos pesquisadores envolvidos no programa junto ao público interno. Com isso, a ideia de fomentar a cultura de startups vem se espalhando pela Companhia e os resultados já podem ser vistos na forma como muitas equipes conduzem seus trabalhos.

Com a entrada dos estudantes para desenvolver suas startups, a Copel abre suas portas para trabalhar com quem já tem a inovação correndo nas veias. Esperamos ainda escrever muitas histórias com esse aprendizado mútuo – e protagonizar, com vocês, as soluções que o futuro reserva para o nosso setor.